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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Música: Uma Parte?


A lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008 estipulou o prazo de até 2011 para que todas as escolas de educação básica do Brasil, tanto públicas quanto particulares, cumpram com a obrigatoriedade do ensino de música no programa curricular de ensino. Inicialmente os sofridos professores de música ficaram animados, mas no que essa solução ainda deixou a desejar foi no estabelecimento da música não como disciplina, mas sim como parte integrante do Ensino de Arte. Ou seja, a música recebeu subtítulo, e não título.

Clélia Craveiro, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação) explicou: "Antigamente, Música era uma disciplina. Hoje não. Ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada Artes, que pode englobar ainda Artes Plásticas e Cênicas. Trabalharemos com uma equipe multidisciplinar e, nela, teremos um professor de Música. E cada escola terá autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político-pedagógico".

É por essas e outras que cremos na marginalização da arte. A música foi colocada num patamar de auxílio às demais disciplinas,isso ficou evidente quando Clélia Craveiro disse: "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos".

Simplesmente podemos ssinalar que os grandes empreedimentos dos cientistas musicais
de toda a história da humanidade até hoje constituem conhecimentos tão lógicos e complexos se comparados às demais ciências.

Música é um todo, tanto que ao não conseguir compreendê-la, a menosprezam incluindo-a como parte. Talvez a explicação para esse destrato seja que ela é uma graça dada apenas a alguns.

Vamos ver a que mediocridade serão remetidos os professores de Arte, tendo (quem sabe?) cada um com sua modalidade, que dividir uma hora aula, sabe-se lá em quantas partes.

A.B.Q.S.

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